CJI 2: GP É DIVULGADO COM QUATRO DOS NOMES MAIS PROEMINENTES DO JIU-JITSU FEMININO, VALENDO 100 MIL DÓLARES

Sarah Galvão, Helena Crevar, Ana Carolina Vieira e Adele Fornarino foram as atletas convocadas para compor o GP
Sarah Galvão tem um título mundial sem kimono pela IBJJF, na fase de faixa-marrom. Foto: @beatrizlina | @gabrielvemendes

Sarah Galvão é o quarto e último nome confirmado para o GP feminino do CJI 2, que vai pagar 100 mil dólares à campeã. O torneio de grappling idealizado por Craig Jones, que será disputado entre times na modalidade masculina, vai promover lutas individuais entre mulheres no GP. No preenchimento das vagas, a seleção impressionou pela qualidade técnica das atletas, quatro das mais relevantes competidoras de Jiu-Jitsu, com e sem kimono, da atualidade. A segunda edição do CJI está agendada para os dias 30 e 31 de agosto, no Thomas & Mack Center, em Las Vegas, nos Estados Unidos. 

Filha de Angélica e André Galvão, Sarah se estabeleceu no cenário com uma fileira de títulos que impressiona desde as faixas coloridas. Recém-chegada à elite do esporte, a jovem de 19 anos foi graduada à faixa-preta na edição mais recente do Mundial da IBJJF depois de atingir o topo da divisão na faixa-marrom.

Antes de ter a faixa amarrada na cintura pelas mãos dos pais, Sarah já mostrava pleno conhecimento técnico, dificultando a jornada de atletas mais experientes. No World Pro de Abu Dhabi, em 2024, ela ficou com o título competindo em altíssimo nível em uma chave mista, com atletas das faixas marrom e preta. Com o convite para o CJI, Sarah terá o desafio mais difícil de sua carreira no grappling até então. 

Campeã mundial de Jiu-Jitsu sem kimono, na faixa-marrom, Sarah é classificada como prodígio e a colisão da atleta com Helena Crevar, competidora com credenciais igualmente robustas, alimenta as expectativas dos fãs de grappling. As duas já se enfrentaram, mas na modalidade de kimono, no Pan-Americano da temporada, e Sarah levou a melhor na ocasião. No entanto, no No Gi, as probabilidades do ritmo de luta parecem mais amplas, mais soltas, e é muito provável que um espetáculo seja entregue. Se uma luta casada entre elas ainda não se concretizou, Craig Jones pode fazer disso uma realidade na chave do CJI.

HELENA CREVAR É CHAMADA DE FENÔMENO POR MERECIMENTO; CURRÍCULO DA JOVEM ATLETA IMPRESSIONA

Helena Crevar também é uma novata entre a Classe A de faixas-pretas. Aluna de John Danaher, da New Wave, a norte-americana é uma fera impossível de domar — tem técnica e estratégia que quase nunca falham e uma agressividade que faz dela um perigo desde o primeiro segundo de luta. Aos 18 anos de idade, Helena é especialista em bater recordes.

Nos eventos de No Gi, território no qual ela é mais renomada, Helena tem títulos no Polaris e no Who’s Number One. No entanto, ela já mostrou que também tem capacidade de fazer história lutando de kimono. Este ano, faturou o ouro no Mundial na Pirâmide, na Califórnia, e tem luta por título agendada no BJJ Stars, em São Paulo, no dia 26 de julho. Em combate de pano, no peso médio, o cinturão pode ir para ela ou para a brasileira Thalyta Silva.

Voltando ao No Gi, ao vencer a até então campeã do peso pena Brianna Ste-Marie, no WNO 27, ela se tornou a mais jovem dona de cinturão da história do Who’s Number One. No ADCC de 2024, quando ainda era faixa-roxa, Crevar não se intimidou diante de grapplers do mais alto nível e avançou sem falhas até a final. Na última luta da divisão até 65kg, Helena ficou com a prata depois de se ver diante de uma lenda — Ana Carolina Vieira, campeã múltipla do Mundial de kimono da IBJJF. A brasileira, conhecida como ‘Baby’, foi a algoz da mais jovem. Agora, no CJI 2, uma revanche pode sair do papel.

Helena Crevar é campeã peso leve do Polaris, evento europeu de grappling profissional.
Helena Crevar é campeã peso leve do Polaris, evento europeu de grappling profissional. Foto: Divulgação / Instagram

ANA CAROLINA VIEIRA, REFERÊNCIA DO JIU-JITSU COM KIMONO, SEGUE TRIUNFANTE NO GRAPPLING

Ícone do Jiu-Jitsu praticado com kimono por conta dos títulos mundiais conquistados na IBJJF, 2024 foi marcado por um retorno triunfante de Ana Carolina Vieira aos grandes palcos de competição, mas desta vez no grappling. A medalha de ouro no evento principal do ADCC, em Vegas, foi um marco comemorado pela atleta por mais de um motivo — ela estava de volta, forte o bastante para superar bloqueios emocionais que quase a afastaram definitivamente de sua maior paixão, que é lutar. 

Em performance recente, a ‘Baby’ foi a atleta capaz de refrear a invencibilidade de Raquel Canuto no UFC Fight Pass Invitational. Na edição 11 do evento, em maio deste ano, Ana Carol venceu por decisão unânime da arbitragem, interrompendo a sequência de vitórias de Canuto, impulsionada por quatro resultados positivos.

A presença de Ana Carolina Vieira no GP feminino de grappling do CJI 2 valoriza ainda mais as disputas. A brasileira, atual campeã do ADCC, é uma autoridade no Jiu-Jitsu com kimono.
A presença de Ana Carolina Vieira no GP feminino de grappling do CJI 2 valoriza ainda mais as disputas. A brasileira, atual campeã do ADCC, é uma autoridade no Jiu-Jitsu com kimono. Foto: Divulgação / Instagram

DUPLO OURO NO EVENTO PRINCIPAL DO ADCC, ADELE FORNARINO BRILHA COM UM ESTILO DE LUTA QUE DIALOGA COM O ENTRETENIMENTO

A campeã peso e absoluto do ADCC, a australiana Adele Fornarino, era um nome indispensável nesse GP estelar do CJI 2. Antes mesmo desse triunfo de 100% de aproveitamento no maior evento de Jiu-Jitsu sem kimono do mundo, Adele vinha impressionando pelo estilo avassalador. No Who’s Number One 22, em luta contra Amanda Alequin, um confronto assumido de última hora para substituir Ffion Davies, a primeira convocada para a luta, Adele conseguiu finalizar no pé com precisão veloz — 14 segundos. 

Adele Fornarino roubou a cena no ADCC de 2024. A campeã da divisão até 55kg também venceu o absoluto.
Adele Fornarino roubou a cena no ADCC de 2024. A campeã da divisão até 55kg também venceu o absoluto. Foto: Divulgação / Instagram

Na divisão inaugural feminina do ADCC, até 55 kg, Adele brilhou na T-Mobile Arena, em Vegas, e tirou da jogada expoentes como Bia Mesquita, na final do absoluto, e Bia Basílio, na luta decisiva da divisão de peso. Antes do CJI 2, Adele tem um compromisso. Ela vai enfrentar Jasmine Rocha no WNO 29, programado para o dia 25 de julho em Miami. Na jornada rumo ao ouro da divisão de peso no ADCC, Adele venceu Jasmine por finalização, no armlock. A luta entre as duas, uma chance de revanche para a filha de Vagner Rocha, é uma das mais aguardadas do card.

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