
O Exército Brasileiro dará um passo histórico no fortalecimento do esporte de combate com a realização do 1º Workshop de Jiu-Jitsu, entre os dias 30 de junho e 11 de julho de 2025, na Arena da Juventude, no Complexo da Vila Militar.
O evento faz parte de uma iniciativa estratégica que visa consolidar o Jiu-Jitsu como ferramenta de formação, defesa pessoal e alto rendimento nas Forças Armadas.
Um dos pontos altos serão os seminários ministrados por grandes nomes do esporte, como os 3º Sargentos: Micael Galvão (Mica), Diogo Reis (Baby Shark) e os irmãos Diego e o Soldado Alex Sodré, além de outros destaques.
Para o 1º Sargento Borges, head coach da equipe de Jiu-Jitsu na CDE (Comissão de Desportos do Exército), a abertura da instituição à modalidade marca uma virada de chave. “O Jiu-Jitsu já é a arte marcial mais praticada nas organizações militares do país, e a sua incorporação ao PAAR (Programa de Atletas de Alto Rendimento) quebra paradigmas, já que, até pouco tempo, apenas esportes olímpicos e militares eram contemplados”, destaca o Sargento.
ESPORTE VALORIZADO NO EXÉRCITO PELO ASPECTO INCLUSIVO, O JIU-JITSU PODERÁ ESTAR NOS JOGOS MUNDIAIS MILITARES DE 2027
A valorização da modalidade também acompanha um movimento internacional. Segundo Borges, o Jiu-Jitsu reúne todas as características exigidas pelo CISM (Conselho Internacional do Esporte Militar): “É um esporte inclusivo, praticado por homens, mulheres, crianças e pessoas com deficiência. Além disso, ‘dispensamos’ comentários em relação ao seu valor como defesa pessoal operacional. Estamos trabalhando para que ele esteja presente nos Jogos Mundiais Militares de 2027”, afirma.
Como parte dessa trajetória, o Exército participará do 1º Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu das Forças Armadas, que acontecerá logo após o Workshop, nos dias 12 e 13 de julho. A competição é um pré-requisito para que o Brasil possa sediar, no futuro, um campeonato continental e posteriormente integrar o calendário do CISM, com um torneio mundial exclusivo da modalidade.
Borges também ressaltou que a seleção de atletas de alto rendimento segue um processo seletivo público e transparente: “É como qualquer edital para militar temporário, publicado na página da CDE e nos canais oficiais. Hoje, já temos nomes de destaque como Mica Galvão, Diogo Reis (o Baby Shark) e os irmãos Sodré integrando as fileiras da Força Terrestre”.
A introdução oficial do Jiu-Jitsu no ambiente militar vai além do esporte. Segundo o sargento, ele agrega valor real à doutrina de defesa pessoal operacional (DPO) do Exército. “É uma ferramenta eficiente, com aplicação prática direta e de fácil instrução. O esporte imita o combate — e o Jiu-Jitsu sintetiza isso perfeitamente. Fé na missão!”, conclui.


