Mica e Melqui Galvão estão trabalhando em uma campanha para trazer o Mundial do ADCC de volta para o Brasil. O anúncio foi feito no Open do ADCC, que aconteceu em Balneário Camboriú neste domingo, dia 19. Uma das principais intenções por trás da iniciativa diz respeito à necessidade de melhorar a cena competitiva dentro do Brasil, país que abriga uma série de competidores de ponta, mas que ainda não possuem recursos para lutar no exterior, principalmente em países que exigem visto de entrada.
Durante Meet & Greet com fãs e imprensa no torneio em Santa Catarina, Melqui Galvão disse que foi convidado pelo próprio ADCC para fortalecer a ideia. Segundo ele, o projeto não foge do aceitável e o Brasil está mais do que preparado, em estrutura e material humano, para receber o evento principal do ADCC depois de dez anos. A última vez que isso aconteceu foi em 2015, em São Paulo.
“A essência do evento é criar oportunidades, principalmente para os jovens que estão no Brasil hoje e que muitas das vezes não conseguem competir em um evento de alto nível porque não têm dinheiro, um visto americano, ou porque não têm uma oportunidade de sair do país. Estamos de cabeça nessa missão. Eu não acho que é loucura o ADCC voltar para o Brasil depois de 10 anos. Que em agosto de 2026 a gente esteja no Brasil tendo uma final com vários brasileiros representando o nosso país.”, disse Melqui.
A primeira edição do Mundial do ADCC aconteceu em 1998, em Abu Dhabi. O Brasil já sediou o evento em duas oportunidades, em 2003 e 2015, em São Paulo. As três últimas edições do evento principal do ADCC foram realizadas nos Estados Unidos, em 2019, 2022 e 2024. A cidade de Las Vegas foi o palco dos dois últimos mundiais.

Mica Galvão, no Meet & Greet do ADCC Open em Balneário Camboriú, falou sobre o futuro do esporte e do potencial que o Brasil tem para ser um polo da elite do grappling.
“A gente veio por meio de convite, crescer essa campanha e trazer realmente o ADCC para voltar aí para o Brasil. Eu gosto muito das regras do ADCC. Para mim, é a regra mais equiparada que tem. Vamos seguir em frente porque tenho certeza que o Brasil vai ser cada vez mais só um rumo e o norte do nosso esporte.”, afirmou Mica.
NO ANO PASSADO, MICA GALVÃO SE ESTABELECEU AINDA MAIS COMO CAMPEÃO FORA DA CURVA
Na temporada de 2024, Mica Galvão, com até então 20 anos de idade, fez história ao se tornar campeão do Super Grand Slam, um circuito de competições que abrange os maiores torneios da IBJJF, que são o Europeu, Pan-Americano, Brasileiro e Mundial. O ADCC, em agosto, encerrou a sequência de conquistas do multicampeão no maior torneio de grappling do mundo. Referência para os jovens e ídolo do Jiu-Jitsu moderno, a palavra de Mica Galvão, no propósito de trazer de volta o evento principal do ADCC para o Brasil, definitivamente tem peso.
O ADCC como organização realiza diferentes torneios ao longo do ano. Os Opens são competições abertas que promovem disputas o ano todo em países diversos, incluindo o Brasil. Para participar do Mundial, os atletas são escalados por meio de convite ou conquistam a vaga por meio do título nas seletivas, as famosas Trials, que também se espalham pelo mundo. Ter o Mundial do ADCC de volta no Brasil significa que o país vai receber a nata do grappling no campeonato de Jiu-Jitsu sem kimono mais prestigiado da atualidade.


