O policial militar que matou Leandro Lo com um tiro, em em uma casa noturna de São Paulo em 2022, será julgado em maio. Segundo registro do Tribunal de Justiça de São Paulo, o julgamento será por júri popular, entre os dias 22 e 23 do próximo mês, a partir das 10:00, no plenário 7 do Fórum Criminal da Barra Funda.
Alocado no presídio Romão Gomes, destinado a policiais militares, o tenente Henrique Velozo baleou Leandro Lo na cabeça no bairro de Indianópolis, em São Paulo. Ele se entregou no dia seguinte ao crime e, até hoje, o anúncio do julgamento era aguardado com expectativa na comunidade do Jiu-Jitsu.

O anúncio do agendamento do julgamento do policial militar veio logo após a divulgação de outra atualização do caso. O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, acatou a defesa de Henrique Velozo e determinou ao governo de São Paulo que voltasse a pagar os salários dele. O argumento usado pela defesa para respaldar o fim da suspensão salarial é de que a medida fere o princípio de presunção de inocência, tendo em vista que Henrique ainda não foi condenado, além de violar um princípio constitucional que impede a irredutibilidade de vencimentos de servidores públicos presos preventivamente, sem sentença julgada.
MORTO NO AUGE DA CARREIRA, LEANDRO LO ESTÁ ETERNIZADO NA HISTÓRIA DO JIU-JITSU
Leandro Lo nasceu em 1989, em São Paulo, e foi um dos maiores ídolos que o Jiu-Jitsu já viu. Tudo começou no Projeto Social Lutando Pelo Bem, conduzido pelo faixa-preta Cicero Costha, um formador de campeões. Lá, Leandro Lo dividiu o tatame com os irmãos Miyao, os gêmeos que ficaram famosos pelos títulos e, principalmente, pelo comprometimento incondicional ao esporte. Antes de ter a vida abreviada na tragédia que chocou a comunidade do Jiu-Jitsu, Leandro Lo fundou a própria equipe, a NS Brotherhood, e foi oito vezes campeão mundial pela IBJJF. No Pan-Americano, outra competição de prestígio, ele já ganhou peso e absoluto duas vezes consecutivas, em 2017 e 2018.


